06 Set 2017

PR defende massificação da engenharia para busca de soluções e aumento da produção

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O Presidente da República defende a participação dos engenheiros na formulação e implementação de estratégias para a superação dos desafios que o país enfrenta. Filipe Nyusi diz que os engenheiros, em Moçambique, devem posicionar-se na linha da frente da criação de oportunidades que promovam a cooperação para o desenvolvimento.

O Chefe do Estado falava esta quarta-feira, 06 de Setembro, em Maputo, na abertura oficial do VIII Congresso Luso-Moçambicano e V Congresso de Engenharia de Moçambique, evento que, segundo refere, constitui uma oportunidade de partilha de ideias e experiências.

“Espera-se, ansiosamente, por soluções de engenharia para revolucionar o modo de produção e capitalizar a exploração sustentável dos recursos disponíveis em prol do desenvolvimento e benefício de todos,” disse, sustentando que a engenharia é um factor de crescimento e desenvolvimento.

Para o Presidente da República o nível de desenvolvimento de um país depende muito do número e qualidade de engenheiros de que dispõe, por estes serem os que concebem e projectam a evolução das tecnologias que servem as sociedades. “Por isso, é nosso pleno interesse a massificação do uso sustentável da engenharia na busca de soluções em prol do aumento da produção e produtividade e alívio da pobreza no nosso País,” sublinha o PR para quem muitos problemas de pobreza que assolam os moçambicanos carecem de soluções, muitas das quais podem ser trazidas pela intervenção da engenharia.

O Chefe do Estado diz que os engenheiros só se podem orgulhar do título que ostentam se forem a fonte da solução dos desafios e dos problemas concretos dos moçambicanos

A engenharia deve liderar a concepção de currículos

Na sua intervenção, Filipe Nyusi, Eng e membro da OrdEM, mostrou-se preocupado com o número reduzido de engenheiros no País, em contraposição às necessidades de desenvolvimento. “Dados do ensino superior em Moçambique apontam à necessidade de introdução de mais cursos de engenharia, por vezes, especialidades que há alguns anos não faziam parte desta área,” refere.

Para Nyusi, parte dos problemas que o País enfrenta tais como a insuficiência de alimentos mesmo com abundância de terra fértil; a insuficiência de água potável quando o nosso território é serpenteado por uma miríade de rios e cursos de água; a dependência do país de importações quando dispõe de muita mão-de-obra e recursos naturais que podem ser transformados em riqueza, justificam-se pelo insuficiente investimento na formação de engenheiros.

O Chefe do Estado apontou para a necessidade de o sector de engenharia em Moçambique ter um caracter integrado e de complementaridade. “Esperamos, acima de tudo, que a partilha de experiências crie as sinergias necessárias, para que encontremos soluções comuns, mas ajustáveis para a realidade de cada um dos nossos”